A greve dos auditores fiscais da Receita Federal está atingindo em cheio as linhas de produção da indústria brasileira. Há 38 dias, contêineres de todo o mundo estão sendo empilhados nos portos de Santos, Vitória e Rio de Janeiro. Como 90% das importações chegam ao país pelo mar, fiscais aduaneiros acreditam que, a partir da próxima semana, a chegada de navios no Porto de Santos deve ficar inviável. O desembaraço das mercadorias, que não ultrapassa 72 horas, está levando até 20 dias.
O impacto já está sendo sentido também pelo consumidor, que encontra dificuldades para adquirir determinados importados. “Estamos vivendo um caos logístico. Mercadorias que devem estar na linha de produção em três dias não saem dos portos. Como 30% das importações são bens de capital, a perda em investimentos é preocupante”, alerta Frederico Pace, presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais, ressaltando que 95% da produção industrial brasileira utiliza algum componente importado.
Em Santa Rita do Sapucaí, onde estão concentradas 132 fábricas de eletroeltrônicos, 25 empresas decretaram férias coletivas por falta de matéria-prima. “Calculamos que 70% das indústrias em Santa Rita foram afetadas, já que 60% da matéria-prima utilizada é importada”, informa Roberto Souza Pinto, presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel).
As exportações também sentem o impacto. José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil (AEB), ressalta que o não-cumprimento de prazos é péssimo para a imagem do país no exterior. Ele lembra que as exportações correspondem a US$ 50 milhões/dia na balança comercial, e que desde a semana passada os embarques não acontecem. O diretor da importadora Domus, Frederico Martini, comenta que há mais de 15 dias não consegue liberar mercadorias – e que clientes dos setores têxtil e automotivo já estão interrompendo a produção.
Os músicos Diego e Marcel Fernandes são exemplos do impacto da greve sobre os consumidores. Compraram há mais de um mês equipamentos para guitarra e bateria em uma loja americana e não conseguem receber os produtos, parados nos portos. “Gastamos R$ 2,5 mil. Amanhã (quinta) tínhamos que estar no estúdio para gravar. Teremos que pagar multa pelo cancelamento.” José Mauro Ulhoa proprietário da loja Guitar Shop, diz que a maioria dos equipamentos é importado. “Existem produtos com entrega atrasada há quase um mês.”
A greve continua, com atividade mínima de 30%, sem data para terminar. O salário inicial de um auditor é de R$ 7 mil. A categoria quer aumento salarial escalonado em três anos, subindo para R$ 14 mil o inicial – e cerca de R$ 19 mil para o final da carreira. "Estamos vivendo um caos logístico. Mercadorias que devem estar na linha de produção em três dias não saem dos portos" - Frederico Pace, presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais.
Estou com três produtos presos na alfândega em decorrência da greve!
Fonte: UAI
Arquivada em: Cotidiano, Economia


R$14mil salário inicial?
E na bundinha não vai nada?
7 mil inicial e está ruim? Caramba!
Este é o Brasil sil sil…
Por isso não recebi minhas comprinhas
Isa
Estou com 3 encomendas paradas na allfandega!