Justiça proíbe venda e distribuição do Counter-Strike e do Everquest +
O juiz da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, Carlos Alberto Simões de Tomaz, proibiu a distribuição e comercialização dos jogos virtuais Counter-Strike e Everquest. A decisão é válida em todo território nacional e se estende a qualquer livro, encarte, revista, fitas de videogame que remeta ao conteúdo dos jogos. O magistrado julgou procedente o pedido do Ministério Público Federal que considera os games impróprios para consumo já que “virtualiza cenas de embate entre a polícia do Rio de Janeiro e traficantes entricheirados nas favelas, tendo por fundo musical um funk proibido”.
Sem citar nomes, o texto diz ainda que, na visão de especialistas “esses jogos ensinam técnicas de guerra, uma vez que o jogador deve ter conhecimento sobre táticas de esconderijo, como se estivesse numa guerrilha, com alternativas de terroristas e contra-terrorista e táticas de ataque e defesa”. A decisão defende também que as cenas trazem imanentes estímulos à subversão da ordem social atentando contra o estado democrático e de direito.
Fonte: UAI